Uma professora com equipamento de proteção pessoal mede a temperatura de uma aluna em Bogotá, em 23 de setembro de 2020 (AFP / Leonardo Munoz)

Falsos remédios, medidas de prevenção e curas circulam em redes sociais em meio à pandemia do novo coronavírus

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O surto do novo coronavírus e da doença que este provoca, a COVID-19, gerou uma avalanche de desinformação sobre como prevenir o contágio, como tratar os sintomas e até como curá-los.

Veja a seguir uma lista das verificações feitas pelo AFP Checamos, começando pelas mais recentes:

(Atualizada em 25 de setembro de 2020)

41. Um exercício respiratório incorretamente atribuído ao hospital Antana, na Índia, não serve para diagnosticar a covid-19. Veja mais aqui.

40. A cloroquina não é usada desde 1918, durante a pandemia de gripe espanhola, pois ela foi sintetizada apenas em 1934. Veja mais aqui.

39. Medir a temperatura com um termômetro infravermelho não danifica a glândula pineal, pois ele não emite radiação, mas capta os espectros emitidos pelo corpo. Veja mais aqui.

38. Quase todas estas fotos mostram doenças de pele como catapora e eczema; apenas duas delas tem relação com o uso de máscaras - uma por uma pessoa comum e outra por uma profissional de saúde. Veja mais aqui.

37. Imagem de uma suposta cápsula de cloroquina vazia que estaria sendo entregue por prefeitos, na verdade, foi retirada de um vídeo que mostrava ivermectina, entregue em uma ação realizada por empresários, em parceria com um hospital privado. Veja mais aqui.

36. Os nanochips que existem atualmente não passariam pela agulha de uma seringa e as redes 5G não são capazes de interagir de forma proposital com organismos provocando doenças. Veja mais aqui.

35. As máscaras de proteção, usadas em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus, não bloqueiam a passagem do oxigênio, especialmente ao ponto de afetar o coração. Veja mais aqui.

34. A máscara de proteção não precisa ser 100% hermética para ajudar a reduzir a propagação do novo coronavírus, já que ela é capaz de frear a transmissão filtrando as gotículas respiratórias. Veja mais aqui.

33. Os princípios ativos da cloroquina e da ivermectina não estão presentes nas cascas de laranja e limão, pois estes medicamentos são obtidos via síntese química. Além disso, eles não têm eficácia comprovada contra o novo coronavírus. Veja mais aqui.

32. A voluntária que relatou possíveis reações a uma vacina contra a COVID-19 faz parte dos testes da Universidade de Oxford, mas não se sabe se ela tomou de fato o imunobiológico, ou um placebo. Veja mais aqui.

31. A hidroxicloroquina é regulamentada no Brasil para tratar várias doenças, mas não a COVID-19; a vacina da farmacêutica chinesa Sinovac Biotech ainda está em fase de testes no país. Veja mais aqui.

30. Órgãos de saúde e especialistas consultados indicam que os pacientes assintomáticos podem sim transmitir um vírus, mas não têm a capacidade de disseminar anticorpos. Veja mais aqui.

29. Especialistas garantem que o teste com swab, tipo de cotonete utilizado no exame, não danifica a barreira hematoencefálica, pois ele não é inserido próximo a esta membrana e, por isso, não representa um risco à saúde humana. Veja mais aqui.

28. Após anunciar que testou positivo para a COVID-19, o presidente Jair Bolsonaro mencionou os remédios amplamente divulgados nas redes sociais como possíveis tratamentos à doença - hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina. Veja mais aqui o que se sabe sobre eles até agora.

27. Não há evidências de que fazer jejum, tomar banhos de água fria e consumir plantas fortaleçam o sistema imunológico, embora sejam condutas benéficas para a saúde. Veja mais aqui.

26. Não há evidências de que o uso de máscaras contra a COVID-19 provoque câncer. Veja mais aqui.

25. A COVID-19 não é curada com antibióticos, anti-inflamatórios e anticoagulantes, nem este é o novo protocolo adotado na Itália. Veja mais aqui.

24. As máscaras cirúrgicas não fazem com que o usuário respire o próprio CO2, segundo especialistas. Veja mais aqui.

23. A ivermectina inibiu a replicação do novo coronavírus em um experimento in vitro. Sua eficácia em humanos com COVID-19 ainda não foi comprovada. Veja mais aqui.

22. Não há evidências de que chá de boldo cure “os sintomas” do novo coronavírus. O consumo desta infusão em grandes quantidades pode trazer riscos. Veja mais aqui.

21. Não é possível determinar com exatidão a eficácia das máscaras de proteção, pois isto depende de diversos fatores. Veja mais aqui.

20. Usar máscaras de proteção não causa falta de oxigênio no organismo, ou hipóxia. Tampouco é recomendado levantá-la a cada 10 minutos. Veja mais aqui.

19. Consumir alimentos alcalinos para aumentar o pH do organismo não ajuda a combater a COVID-19. Veja mais aqui.

18. Lista com uma série de conselhos para evitar o contágio pelo novo coronavírus tem, em sua maioria, dicas enganosas. Veja mais aqui.

17. O álcool em gel é inflamável e, por isso, recomenda-se cuidado em seu uso e armazenamento, assim como mantê-lo longe do fogo. Veja mais aqui.

16. Máscaras de proteção feitas com lenço umedecido não constam em recomendações de como se proteger do novo coronavírus. Veja mais aqui.

15. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não liberou a cloroquina, ou hidroxicloroquina, inclusive com a indicação de dosagem, para o tratamento da COVID-19. Veja mais aqui.

14. Imagem não mostra uma vacina criada por cientistas norte-americanos capaz de curar o coronavírus. Veja mais aqui.

13. O desodorizador Glade não assegurava ser eficaz contra o novo coronavírus antes que se soubesse do surto. Veja mais aqui.

12. O Interferon Alfa 2B é um antiviral produzido em uma fábrica chinesa com tecnologia cubana que está sendo usado para tratar a  COVID-19, mas não é a cura. Veja mais aqui.

11. Por enquanto não se tem certeza sobre quanto tempo o vírus vive fora do corpo humano. Depende do tipo de superfície e das condições. Veja mais aqui.

10. Beber água quente com vinagre, ou com sal, não elimina o novo coronavírus da garganta. Veja mais aqui.

9. Beber água fervida com alho não é uma cura contra o novo coronavírus. Veja mais aqui.

8. Beber água com limão ou tomar muita vitamina C não ajuda a prevenir o novo coronavírus. Veja mais aqui.

7. Prender a respiração e beber goles de água não serve para evitar o contágio ou para diagnosticar o novo coronavírus. Veja mais aqui.

6. O novo coronavírus não sobrevive vários dias em pacotes enviados pelo correio. Saiba quanto tempo o vírus sobrevive em diferentes tipos de superfície aqui.

5. Não, as autoridades dos Estados Unidos não recomendaram raspar a barba para diminuir o contágio do coronavírus. Veja mais aqui.

4. Não há provas de que o novo coronavírus morra em temperaturas superiores a 26 ºC ou 27 ºC. Veja mais aqui.

3. As máscaras normais não impedem o contágio do novo coronavírus. Veja mais aqui.

2. Não, os sintomas da COVID-19 não são uma tosse seca sem secreção nasal. Veja mais aqui.

1. Médicos não recomendaram beber chá de erva-doce contra o novo coronavírus por conter uma substância do medicamento Tamiflu, que, por sua vez, também não é indicado para o tratamento do coronavírus. Veja mais aqui.

Mais desinformação sobre a doença

Veja aqui um compilado mais amplo das verificações sobre o que circula em português sobre a pandemia da COVID-19.

Artigos em outros idiomas

Estas e outras checagens também estão disponíveis em inglês, no AFP Fact-Check, em francês, no AFP Factuel, e em espanhol, no AFP Factual.

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