A diretora da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, não compareceu à CPI como médica

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Publicações compartilhadas mais de 2,9 mil vezes nas redes sociais desde o último 24 de junho questionam a participação de Jurema Werneck, diretora da Anistia Internacional Brasil, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, no Senado, por ela estar com seu registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) cancelado. No entanto, Werneck depôs como representante do Movimento Alerta, que coleta dados sobre a mortalidade da covid-19 no Brasil. No depoimento, ela esclareceu que, apesar de ser formada em Medicina, seu CRM está inativo porque ela não exerce a profissão. 

Até a médica do Renan Calheiros, é 171. A Dra. Jurema tem o CRM CANCELADO”, diz uma das publicações compartilhadas no Twitter (1, 2), no Facebook (1, 2) e no Instagram (1, 2). 

Captura de tela feita em 29 de junho de 2021 de uma publicação no Twitter

No último dia 24 de junho, Werneck compareceu à CPI, a pedido do senador Renan Calheiros, para prestar depoimento como representante do Movimento Alerta, que reúne entidades da sociedade civil como a Anistia Internacional, e coleta dados sobre a mortalidade por covid-19 no Brasil. 

Na sessão da CPI, o senador Luis Carlos Heinze (PP) perguntou a Werneck se ela é médica e se o seu CRM está ativo. Ela respondeu: “Eu sou médica de formação e doutora em Comunicação e Cultura. Aqui represento a Anistia Internacional Brasil e o Movimento Alerta. O senhor pergunta por que o meu CRM está inativo. Porque eu estou fora da prática”.

Mais tarde, em sua conta no Twitter, Werneck voltou a explicar que cancelou seu CRM por não exercer a Medicina e por ser diretora-executiva da Anistia Internacional. 

Segundo o Conselho Federal de Medicina, o cancelamento da inscrição no CRM é o “procedimento legal pelo qual o CRM altera a situação do médico de ativo para inativo” e pode ser solicitado por diversos motivos, incluindo o não exercício da atividade médica. 

Em seu depoimento, Werneck comentou o estudo do Movimento Alerta, publicado em junho de 2021, que indica que 120 mil mortes poderiam ter sido evitadas no primeiro ano da pandemia no Brasil. 

Neste dia 29 de junho, o Brasil registrava mais de 18 milhões casos e 514 mil mortes por covid-19, segundo o balanço da AFP

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