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Não, esta faixa da CUT não pedia que funcionários não fossem obrigados a trabalhar
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- Publicado em 2 de julho de 2019 às 15:46
- 2 minutos de leitura
- Por AFP Brasil
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“Não deu, foi mais forte que eu kkkkk”, diz a legenda de uma das publicações (1), que conta com mais de 14 mil compartilhamentos desde 14 de junho de 2019, dia de uma greve geral convocada por várias centrais sindicais contra a reforma da Previdência. A imagem já havia circulado em 2015 (1) e 2016 (1, 2, 3, 4).
A equipe de checagem da AFP no Brasil encontrou a fotografia original, tirada em 28 de janeiro de 2015 por Viviane Barbosa, da Mídia Consulte, para o site da Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT/SP.
A foto, na realidade, continha a frase “Não mexa nos meus direitos”, diferentemente do que foi alegado nas publicações viralizadas. A imagem sofreu alterações digitais, que apagaram as palavras originais e colocaram por cima “Não me obriguem a trabalhar”.
Em uma matéria publicada no site da CUT Brasil é possível ver uma fotografia semelhante à presente na publicação viralizada ilustrando o seguinte texto: “A CUT e as demais centrais sindicais estarão nas ruas de todo o país em defesa dos direitos e do emprego - que estão em risco com as Medidas Provisórias 664 e 665 – e contra o pacote fiscal anunciado pelo governo federal no início do ano”.
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Em 2015, o país era governado pela presidente Dilma Rousseff (2011-2016), do Partido dos Trabalhadores (PT), reeleita no ano anterior e que em 2016 sofreu um processo de impeachment.
As Medidas Provisórias 664 e 665, às quais as centrais sindicais se referem, dizem respeito ao seguro-desemprego e a benefícios de Previdência Social.
Em resumo, a faixa levada para a manifestação pelos direitos trabalhistas não tinha a frase “Não me obriguem a trabalhar”. Esta foi inserida digitalmente e, por isso, trata-se de uma montagem.