Vídeo de um tremor de 2017 circula falsamente vinculado ao terremoto de julho de 2026 no México
- Publicado em 20 de julho de 2026 às 21:14
- 1 minutos de leitura
- Por Roxana ROMERO, AFP México
- Tradução e adaptação AFP Brasil
Um terremoto de magnitude 7.3 atingiu o sul do México e partes da América Central em 17 de julho de 2026. Nesse contexto, um vídeo com mais de 1,5 milhões de visualizações nas redes sociais passou a circular com a alegação de que são imagens áreas do sismo. Mas isso é falso: as imagens foram registradas durante o terremoto de 19 de setembro de 2017 na Cidade do México.
“Terremoto de 7.4 graus atinge o México e tem alerta de tsunami nos Estados Unidos”, diz uma legenda sobreposta a um vídeo que circula no Instagram, no X, no Facebook, no TikTok e no Kwai.
Conteúdo similar também circula em espanhol.
A sequência exibe uma gravação feita do alto na qual é possível enxergar alguns prédios com fumaça. Em um desses edifícios, lê-se “IOS Offices”.
O terremoto de 17 de julho de 2026 provocou pânico em localidades próximas ao epicentro, a 48 quilômetros de uma cidade na fronteira entre México e a Guatemala.
Um alerta para tsunami foi emitido pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). Segundo as autoridades, não há registros de vítimas até a publicação desta checagem.
No entanto, o vídeo viral não corresponde a este evento.
Uma busca reversa por fragmentos da sequência no Google levou a publicações no YouTube com as mesmas imagens publicadas entre os dias 19 e 20 de setembro de 2017 (1, 2).
Nas legendas, é informado se tratar de um tremor que atingiu a cidade do México no dia 19 daquele mês.
Ao analisar os elementos do vídeo, foi possível localizar o edifício da IOS Offices visto no vídeo, cujo endereço é na Cidade do México.
No dia 19 de setembro de 2017, um terremoto de magnitude 7.1 atingiu o centro do México e afetou a capital do país, assim como os estados de Morelos, Pueblas, Estado de México, Guerrero e Tlaxcala.
Segundo autoridades, o tremor deixou mais de 350 mortos.
O mesmo vídeo viral já foi verificado pela AFP em 2022.
Referências
- Vídeo publicados no YouTube em setembro de 2017 (1, 2)
- Localização do edifício no Google Maps
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