Birkir Már Sævarsson, zagueiro da Islândia, teve de pedir liberação de fábrica de sal para jogar a Copa? Na verdade, não.

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Várias publicações asseguraram que o jogador da seleção islandesa de futebol Birkir Saevarsson pediu licença na processadora de sal em que trabalha para participar do Mundial da Rússia 2018. O zagueiro é um jogador profissional e, sim, também trabalha nesta empresa. Mas apenas quando não tem que jogar futebol.

Birkir Saevarsson trabalha em uma planta processadora de sal, e teve que pedir licença do trabalho para disputar o Mundial da Rússia? Isto é o que asseguram alguns artigos que circulam em meios de comunicação e nas redes sociais.

Captura de tela de um tweet disseminando a noticia falsa, feito no dia 4 de julho de 2018. (Twitter / AFP)

Birkir Saevarsson não é um mero jogador de futebol amador; desde dezembro de 2017 atua no Valur Reykjavik, o atual campeão local.

Zagueiro islandês Birkir Saevarsson (E) e o jogador do Kosovo Leart Pagarada disputam a bola durante as eliminatórias da Copa do Mundo FIFA 2018 em uma partida entre Islândia e Kosovo em Reykjavik, 9 de outubro de 2017. (AFP / Haraldur Gudjonsson)

Björn Steinar Jónsson, diretor da Saltverk e amigo de longa data do jogador islandês, contou à AFP que “obviamente não trabalha nisso por dinheiro. Só queria ter interações sociais”.

Por outro lado, o jogador não teve que pedir licença do trabalho para disputar o Mundial. Quando assinou com a processadora, ficou claro que sua carreira nos esportes seguiria sendo mais importante. “Quando se candidatou ao trabalho, nos disse que se ausentaria durante todo o mês de junho (para o Mundial), mas não foi um problema negociar”, afirmou Jónsson.

Desde o fim de abril, Saevarsson distribui mercadoria aos clientes da empresa na região de Reykjavik e às vezes se ocupa de empacotar o produto. Não trabalha nos fiordes do oeste do país, onde fica a processadora, mas em um depósito situado na capital.

Depois de três jogos disputados, dos quais o primeiro resultou em empate de 1-1 com a Argentina e os outros dois em derrota, a Islândia - uma equipe revelação durante a fase de classificatória  - se despediu do Mundial como última do Grupo D.

Ao retornar da Rússia, o zagueiro de 1,87 metro prevê voltar à rotina até agosto, quando começará formação universitária para se tornar analista programador.