Não há nenhuma evidência de que a Polícia Federal tenha desmontado um grupo petista violento

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Publicações afirmando que a Polícia Federal (PF) deflagrou no dia 26 de outubro um grupo de militantes do Partidos dos Trabalhadores (PT) que planejava um ataque foi disseminada viralmente na internet nos últimos dias. Não há nenhuma evidência que comprove esta informação.

Captura de tela de uma publicação disseminando a informação sem evidências, feita 28 de outubro de 2018

A versão publicada por diversos blogs na rede, entre eles O Antagonista e República de Curitiba, afirma: “A Polícia Federal desmantelou nesta sexta um grupo de militantes petistas que organizava um ato violento contra eleitores de Bolsonaro para domingo após a possível vitória do candidato.”

As alegações se apoiam em uma ação da PF para impedir a prática de violência contra eleitores durante as eleições de outubro de 2018. No entanto, em seu comunicado oficial sobre a “Operação Bravata”, a corporação jamais menciona o PT ou que as possíveis vítimas seriam eleitores de Bolsonaro.

“As investigações apontam que os suspeitos incitavam e planejavam a prática de atos violentos contra eleitores de determinado candidato, caso este vencesse as eleições do próximo domingo”, esclareceu a PF.

Segundo o mesmo documento, foram executados cinco mandados de busca e apreensão no Sergipe e apreendidos celulares, notebooks e mídias de armazenamento digital. A comunicação entre membros do grupo se dava por aplicativos de troca de mensagens na internet.

Uma das fotos que ilustra a informação sem indícios está fora de contexto, pois está na internet pelo menos desde março de 2012. É uma imagem genérica muito utilizada para ilustrar notícias sobre a PF, que não tem relação com o operativo policial no estado sergipano.

O político de extrema direita, que disputou o segundo turno com o presidenciável petista Fernando Haddad, ganhou as eleições presidenciais neste domingo, 28 de outubro, e prometeu respeitar a Constituição, a democracia e a liberdade em seu primeiro discurso como presidente eleito do Brasil.

AFP Brasil