TCU apontou inconsistências em gasto de R$ 55 mil de Bolsonaro em padaria, mesmo com o arquivamento da investigação

Em 29 de abril de 2026, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar uma investigação sobre o gasto de R$ 55 mil feito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em uma padaria com o cartão do governo federal. Nas redes sociais, posts com mais de 10 mil interações passaram a compartilhar que o órgão decidiu que não houve irregularidades no gasto de maio de 2019. Mas, embora o relator tenha arquivado a investigação, o relatório técnico do TCU apontou que houve, sim, falhas documentais na prestação de contas sobre o gasto. 

“TCU decide que não houve irregularidade em gasto de R$ 55 mil de Bolsonaro em padaria e descobre esquema de R$ 4,5 milhões ligado a Lula”, diz a legenda sobreposta a uma imagem que circula no Instagram, no Facebook, no X, no Threads, no TikTok e no Kwai

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Captura de tela feita em 12 de junho de 2026 de uma publicação no Facebook (.)

Uma busca no Google pelos termos “TCU”, “R$ 55 mil” e “Bolsonaro” levou a uma notícia, publicada em 29 de abril de 2026, sobre uma investigação do órgão a respeito de R$ 55.500 gastos em uma padaria no Rio de Janeiro, em 26 de maio de 2019, pelo então presidente e pagos com o Cartão de Pagamento do Governo Federal

O valor foi pago em uma única transação a uma padaria localizada em Copacabana e revelado em janeiro de 2023 pela agência de dados públicos Fiquem Sabendo

Segundo o noticiado em abril de 2026, o TCU identificou inconsistências documentais na prestação de contas sobre o gasto, de acordo com o relatório analisado pelo ministro relator Marcos Bemquerer. 

Na aba de pesquisa integrada do TCU, uma busca pelo nome do relator levou à íntegra do relatório técnico. 

De acordo com o documento, a Presidência justificou que o montante de R$ 55.500 foi gasto na compra de 1.850 kits de lanches para os agentes de segurança que acompanharam uma agenda privada do então presidente Bolsonaro ao Rio de Janeiro nos dias 24, 25, e 26 de maio de 2019. 

O órgão apontou que foram identificadas inconsistências nos dados fornecidos sobre os beneficiários do gasto, como a duplicação de 21 nomes, a finalização abrupta da lista de beneficiários na letra “L” e o fato de que, à época, diversos nomes indicados não estavam mais vinculados à força de segurança que acompanhou a viagem. 

A unidade técnica do TCU indicou aprofundamento na apuração das irregularidades dessa despesa e que o episódio fosse comunicado ao Ministério da Defesa para apurar a conduta do coordenador de segurança da área. 

No entanto, em seu voto, o relator Bemquerer defendeu o arquivamento da investigação por considerar um valor pequeno do total investigado de R$ 41,18 milhões em despesas pagas com o cartão do governo federal entre 2019 e 2022. 

TCU investiga R$ 4,5 milhões para acervo pessoal de Lula 

As peças de desinformação também afirmam que o TCU “descobre esquema de R$ 4,5 milhões ligado a Lula”

Uma busca no Google pelos termos “TCU”, “4,5 milhões” e “Lula” levou a uma notícia de 27 de abril de 2026 sobre a abertura de uma investigação do órgão. 

Segundo o texto, o TCU apura o envio de R$ 4,5 milhões em recursos públicos à Universidade Federal do ABC para a organização do acervo pessoal do presidente. 

O Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado entre a Casa Civil e a universidade é o alvo investigado e prevê o uso do valor em serviços de organização, tratamento técnico, digitalização, transporte e guarda provisória do acervo. 

O repasse foi revelado pelo Metrópoles dias antes da abertura da investigação, que está na fase inicial até a publicação desta verificação. 

Referências 

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