Homens do Talibã patrulham ruas de Cabul em 23 de agosto de 2021 ( AFP / Wakil Kohsar)

Vídeo de pelotão de fuzilamento associado ao Talibã circula desde 2014 atribuído à Síria

Copyright © AFP 2017-2021. Todos os direitos reservados.

Um vídeo que mostra homens sendo fuzilados em uma praça pública foi compartilhado centenas de vezes desde o último 19 de agosto, em publicações que alegam que a cena mostra uma execução realizada por combatentes talibãs, grupo que tomou o poder no Afeganistão este mês. Mas a gravação circula desde pelo menos 2014, atribuída ao assassinato de soldados sírios.

“Vídeo mostra membros do Talibã executando vários homens em pelotão de fuzilamento; imagens fortíssimas”, dizem sites (1, 2, 3) que compartilharam a sequência. O conteúdo tambem circulou no Instagram.

Captura de tela feita em 26 de agosto de 2021 de uma publicação compartilhada no Facebook ( . / )

Conteúdo similar circulou em chinês, coreano e espanhol.

A publicação começou a circular depois que combatentes talibãs tomaram a capital do Afeganistão, Cabul, em 15 de agosto passado.

No entanto, uma versão mais longa e antiga do vídeo foi publicada nesta mensagem no Facebook, em 20 de março de 2014.

A legenda do vídeo em árabe informa que trata-se da execução de soldados sírios perto do hospital Al-Kindi, em Aleppo, na Síria. Segundo um jornalista da AFP, a língua falada pelas pessoas no vídeo é árabe com dialeto sírio.

Rebeldes sírios tomaram o hospital em Aleppo em 20 de dezembro de 2013, de acordo com reportagens veiculadas na época.

Uma bandeira da Frente Al-Nusra, uma afiliada do grupo Al-Qaeda, também pode ser vista aos 31 segundos do vídeo mais antigo e extenso.

Apoiadores da Frente Al-Nusra participam de protesto contra o presidente sírio Bashar al-Assad e a coalizão internacional em Aleppo, em 26 setembro de 2014 ( AFP / Fadi al-Halabi)

A Frente Al-Nusra surgiu em janeiro de 2012, o que sugere que o vídeo não poderia ter sido feito durante o primeiro governo do Talibã no Afeganistão, de 1996 a 2001.

 
AFP Hong Kong
Afeganistão